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© Foto Getty |
Ontem, o nosso selecionador de futebol deu-nos mais uma lição de humildade e fé. Fernando Santos nunca escondeu a sua crença, e já participou em vários fóruns onde teve oportunidade de o voltar a afirmar. Mas ontem foi especial: o selecionador abriu a conferência de imprensa com a leitura de uma carta escrita no final do empate com a Áustria, na fase de grupos do europeu, que nada garantia e tudo colocava em causa. Mesmo assim, ele começa por agradecer a Deus pelo momento e a oportunidade, e termina a agradecer os dons com que Deus o agraciou: sabedoria, perseverança e humildade. Não pede a vitória, nem a glória pessoal. Pede que os ilumine e guie, para glória de Deus, não para glória própria.
Eu discordo de muitas das opções desportivas do selecionador Fernando Santos, na escolha do plantel, na tática, na mentalidade que o fez abdicar de jogar quando estava em causa a possibilidade de evitar as grandes seleções na fase a eliminar (acabámos por evitá-las, mas por culpa do golo da Islândia no último minuto, não por trabalho nosso). Mas curvo-me perante esta demonstração de fé.
Não seria fácil para uma pessoa “normal”, muito menos para um selecionador nacional de futebol, uma figura pública presente num mundo onde a fé e a devoção são tantas vezes confundidas com superstições e incoerência que denigrem mais a imagem da fé que propriamente a fortalecem. Um exemplo de fé para todos, vindo de um dos mais improváveis setores da sociedade, o futebol profissional.
Possamos nós, cristãos, aprender com tamanho exemplo de fé do nosso selecionador, e possamos perceber que a fé não nos traz vitórias, mas sim a força para atingirmos essas vitórias a partir do nosso esforço pessoal. Obrigado, mister!
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© Foto Facebook Seleções de Portugal |
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