sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Portugal na África do Sul

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Sim, é verdade, também eu rejubilei com a qualificação de Portugal para a África do Sul. E rejubilei principalmente porque estava muito pessimista em relação à qualificação. Portugal tem jogado mal, sem chama, sem motivação, sem organização. O meu nível de exigênia pode ter aumentado agora que vejo o Benfica jogar, é certo :), mas de qualquer das formas esperava muito mais da selecção.

As opções de Queirós têm deixado muito a desejar (Pepe a trinco, por exemplo, justificar-se-ia eventualmente neste último jogo, em que precisariamos mais de destruir do que construir, ok, mas nunca nos outros), tanto no que diz respeito a convocatórias (continuo com a minha recusa em aceitar Liedson na selecção, assim como o Deco ou o Pepe, por motivos que já referi num post anterior) como a opções tácticas (Pepe a trinco, estar a ganhar por 1-0 contra a Bósnia e a 10 ou 15 minutos trocar o Simão pelo Hugo Almeida, só para dar umas ideias). E o que mais gosto é ver toda a gente, com a qualificação garantida, a desculpar tudo ao seleccionador. Portugal qualificou-se, sim, merece os parabéns, sim, mas não podemos achar que tudo o que se passou foi normal, porque não foi.

Não concordo principalmente com a teoria de que estes jogadores, coitadinhos, não fazem parte da geração de ouro, e Queirós teev azar porque não contou com ninguém da nossa geração de ouro. Sim, não temos Figo, nem Rui Costa, nem Pauleta, nem Jorge Costa, nem João Pinto, mas atentemos à equipa titular no jogo contra a Bósnia:
- Eduardo: titular no Sp. Braga, líder do campeonato português;
- Paulo Ferreira, Chelsea;
- Bruno Alves, capitão no FC Porto;
- Ricardo Carvalho, titular no Chelsea;
- Duda, titular no Málaga (possivelmente o elemento mais fraco dos 11);
- Pepe, titular no Real Madrid;
- Raul Meireles, titular no FC Porto;
- Simão Sabrosa, titular no Atlético Madrid (um histórico, pese embora o mau momento actual);
- Nani, joga regularmente no Manchester United;
- Tiago, joga na Juventus, ou Deco, titular no Chelsea;
- Liedson, titular no Sporting, um dos melhores marcadores do campeonato português

E ainda aqui falta o Cristiano Ronaldo, melhor jogador do mundo, titular abolsuto no Real Madrid e, segundo eles julgam, salvador da pátria, caso o bruxo o permita :) e o Bosingwa, titular no Chelsea (o facto da equipa que mete mais jogadores na selecção portuguesa ser inglesa é muito engraçado :) ), entre outros.

Ora afirmar que esta equipa é fraquinha é, no mínimo, ser rídiculo ou chamar parvos aos responsáveis de algumas das maiores equipas europeias por terem contratado estes jogadores, já que praticamente todos são titulares nas suas equipas que lideram ou lutam pela liderança nos seus respectivos países. Não acho, portanto, que essa história da geração de ouro seja justificação para alguma coisa.

Desejo todas as felicidades para a nossa selecção na África do Sul, e acho que, com algumas correcções e muita motivaçao de todos, Portugal pode e deve de facto fazer boa figura no campeonato do mundo. Eu vou estar a torcer por eles, mas Sr Queirós, veja lá se consegue dar um jeitinho para melhor nisso, senhor, pode ser?

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Férias dos políticos

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Não sei de quem é, mas o cartoon é hilariante e, por isso, resolvi partilhar:


quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Dia de aniversário

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Quando nos ligam a dar os parabéns, temos sempre a tendência para responder, à pergunta habitual "Então, o dia está a correr bem?", com um já habitual também "ah, é mais um igual aos outros". Ontem, enquanto o dia passava, pensei um pouco nisso quando recebia todas as chamadas das pessoas que me queria desejar um feliz aniversário. Cheguei à conclusão de que, apesar de estar a trabalhar como noutro dia qualquer, não é todos os dias que recebo chamadas e felicitações de amigos perto e longe, pessoas com quem já não falava há que tempos ou outras com quem tinha estado no dia anterior.

Por isso, quando me perguntavam se estava a ser um dia igual aos outros, eu respondia que não. Era diferente porque todos os meus amigos e familiares (que também são amigos, mas merecem uma menção extra) se tinham lembrado de mim e me tinham ligado, enviado mail, sms ou escrito no meu Mural do Facebook felicitações e desejos de um bom aniversário.

Por tudo isso, o dia em que me tornei trintão tornou-se bastante mais agradável, e agradeço a todos os que se lembraram de mim neste dia... ah, e venham mais 30! :)

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

O mundo sem Deus

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Deparei-me há uns dias com um vídeo de humor de George Carlin, comediante americano, que afirmava que a religião era “bullshit”, ou uma treta, se preferirem. O vídeo é extremamente divertido, e no final dei por mim a pensar no que seria se, de facto, o senhor tivesse toda a razão e tudo isto da religião fosse uma treta. Não estamos aqui a individualizar religiões, estamos a falar da ausência de uma entidade criadora, seja lá ela quem for. Como se justificaria o mundo sem Deus?

Bom, comecei a pensar nisso e só consegui arranjar uma explicação: sem Deus, não seríamos mais do que… coincidências. Então, vejamos:
- Por coincidência, o Big Bang originou a criação de vários planetas e, num deles, criou condições para o aparecimento de células;
- Por coincidência, estas células juntaram-se e criaram organismos multicelulares;
- Por coincidência, estes organismos desenvolveram-se em animais que criaram todo um ecossistema e uma cadeia alimentar organizada, na qual uns serviam para alimentos de outros, permitindo assim um crescimento equilibrado e harmonioso;
- Por coincidência, apenas um desses animais desenvolveu capacidades motoras e cognitivas que lhe permitiram criar condições de desenvolvimento e crescimento como nenhum outro, no caso o macaco;
- Por coincidência, apenas alguns desses macacos, já que outros mantiveram-se quase inalteráveis;
- Por coincidência, esses macacos evoluíram para aquilo que hoje somos nós, seres possuidores de capacidades comunicativas e cognitivas únicas, que nos distinguem de todos os outros e nos permitem subir ao topo da cadeia alimentar, ainda que não tenhamos as capacidades físicas para o fazer;
- Por coincidência, as células presentes no nosso crânio interagem entre si, provocando choques e reacções a estímulos que nos permitem desenvolver um pensamento racional, lógico e construtivo, ao contrário dos restantes animais. Não podemos dizer que sentimos coisas, ou que temos uma alma, já que esses não são processos físicos, palpáveis, resultado de uma evolução, já que a alma não é algo de racional ou comprovável, isto é, não pode ser uma coincidência de factos, como tudo o que escrevi acima e direi abaixo;
- Por coincidência, criámos um conjunto de códigos e sons que nos permitem comunicar, assim como um conjunto de regras e atitudes que nos permitem viver em conjunto;
- Por coincidência, foram criados dois géneros de cada animal, que se reproduzem quando se estabelece contacto entre dois pontos específicos do corpo desses animais. No caso do homem, naquilo que vulgarmente designamos por sexo, que não é mais do que a simples noção de reprodução. Sentirmo-nos bem ou termos prazer na relação sexual não faz sentido, já que não é algo que seja facilmente mensurável ou considerado coincidência;

Partindo então do princípio que não somos mais do que uma coincidência do Universo, e que nada é anterior ou posterior ao Universo, pensarmos na razão de existirmos torna-se bastante redutor. Existimos por… coincidência, nada mais. Quando morrermos, nada mais nos resta, e nascemos porque por coincidência um homem e uma mulher se juntaram e desse processo há uma coincidência de factores físicos que se proporcionam na criação de uma outra vida humana.

Não considerar a existência de Deus, ou de uma entidade superior que nos criou, implica rejeitar tudo o que é espiritual, ou sentido, e isto significa rejeitar tudo o que sempre afirmámos ser o que nos distingue dos outros animais, que é a nossa capacidade de pensar e sentir. Se somos apenas coincidências, então pensarmos por nós próprios é uma impossibilidade, já que o que acontece na verdade é que, por coincidência, as células no nosso cérebro estão alinhadas de determinada forma e provocam que sejamos quem somos. Nós não temos influencia em quem somos, uma vez que somos apenas coincidências, criadas num mundo que não tem qualquer propósito, já que ele próprio é… uma coincidência.

É giro e engraçado afirmarmos que Deus não pode existir, porque existe muito mal no mundo e blá blá blá, mas procurem fazer o exercício contrário e procurar conceber um mundo sem Deus. A mim deixa-me ainda mais desanimado e sem alento, pois o mundo descrito parece-me muito mais terrível e sem sentido. Não concorda, senhor George Carlin?


quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Igreja Solidária - apontamentos

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Para a nossa revista de Dezembro, estou a preparar um trabalho sobre o projecto Igreja Solidária, uma iniciativa do Patriarcado de Lisboa que mais não é que um conjunto de iniciativas locais desenvolvidas pelas paróquias e pelas suas valências no sentido de ajudar as diversas famílias que foram afectadas pela crise económica que já atirou tantos para o desemprego e continua a destruturar lares com uma rapidez assustadora.
Deste trabalho vamos dar a conhecer algumas dessas iniciativas, mas não são esses bons exemplos que vos trago agora, mas sim uma reflexão sobre coisas que fui aprendendo e outras que fui confirmando que sempre existiram sobre toda esta questão do voluntariado e do apoio aos mais carenciados:

- Crentes ou não crentes, todos sabem que se estiverem em dificuldades encontram uma porta aberta na igreja mais próxima. Ninguém sai sem uma refeição, uma muda de roupa lavada, um banho ou alguns alimentos, conforme as suas necessidades. Nesta área, nenhuma outra organização tem a capacidade de resposta e mobilização que a Igreja Católica tem, com todos os seus fiéis que, de forma voluntária, contribuem para proporcionar às famílias carenciadas uma resposta que lhes permita recuperar a dignidade que lhes foi retirada;

- A pobreza envergonhada faz com que muitos não se cheguem à frente a pedir ajuda. São muitas vezes os vizinhos ou amigos a falar com o padre e a denunciar esta situação, ou crianças dessa família que chegam às instituições com fome, porque em casa não comem. Sim, esta situação chocante de não ter em casa nada que comer acontece no nosso país hoje em dia, apesar do quão chocante, irreal e terceiro mundista possa parecer. Podemos ser fáceis a criticar os pais que não se chegam à frente por vergonha, mas antes, pensemos: conheço casos de pessoas que tiveram empresas, com empregados a seu cargo, que passaram a ser empregados bem pagos, desceram para empregados mal pagos e estão nestes dias a trabalhar conforme haja trabalho. O desânimo que se apodera destas pessoas leva-os a ter vergonha de chegar à frente e de pedirem algo para os ajudar a passar mais um dia com dignidade. Por isso, muitas das valências das igrejas estão hoje abertas sob a forma de lojas ou restaurantes, onde estas pessoas vão e não pagam pela sua refeição ou pelas peças de roupa que levam, em conjunto com outras pessoas que pagam pelas suas refeições e pelas suas roupas, podendo assim passar mais despercebidas do que sendo vistas a receber um saco de comida à porta da igreja. É complicado ser obrigado a descer tão baixo para poder sobreviver, e muitos têm vergonha disso mesmo;

- Há paróquias que disponibilizam até chuveiros, com champô, toalhas lavadas e uma muda de roupa, para que as pessoas possam tomar um banho e lavar-se, uma vez que em sua casa não conseguem pagar a água ou comprar produtos de higiene, quando ainda têm casa…

- Há pessoas que se aproveitam da crise para viver uma vida de sedentarismo. Aconchegadas pela Rendimento Social de Inserção (RSI) ou pelo subsídio de desemprego, recusam empregos sem razão aparente, e só se afligem quando o subsídio acaba, chegando nessa altura à igreja exigindo que lhe encontrem um emprego ou lhe dêem comida, porque tem direito a isso. Direito? Direito têm a encontrar um emprego e a fazerem algo da sua vida, sem estar a usar uma ajuda que se torna uma dependência. Por essa razão, muitas outras pessoas que estão de facto a necessitar desse apoio não o conseguem, e sofrem ainda mais do que aquilo que precisariam, caso estas pessoas fossem conscientes. Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome, falava há uns dias atrás sobre o efeito "perverso" que o RSI pode ter, se não forem exigidas contrapartidas laborais ou de voluntariado a quem passa a receber essa ajuda;

- Aproveitando-se da pouca partilha de informação entre as paróquias (em Lisboa, o Igreja Solidária está a melhorar esse aspecto também, e é muito importante que o façam), muitas pessoas chegam a ter a ousadia de irem buscar apoio alimentar a mais do que uma paróquia, ou subsídios a mais do que uma instituição, quando os seus rendimentos reais nem justificavam que fossem buscar sequer a um sitio apenas. É preciso ter descaramento, mas estas pessoas têm-no, aproveitando-se da boa vontade dos outros para se safarem levando uma vida de preguiça e ócio que não lembra a ninguém, enquanto outros sofrem por não poder contar com os recursos que estes desperdiçam. São os chamados profissionais dos subsídios, que vão pedir ajuda e que se demarcam assim que é sugerida uma visita a sua casa, ou um comprovativo dos seus rendimentos. Nessa altura sentem-se muito indignados para com a Igreja, porque lhes quer invadir a sua privacidade, e desistem desses apoios, indo à busca de outros, normalmente estatais, onde a fiscalização é quase inexistente e o dinheiro existe para ser dado, muitas vezes sem olhar a quem, sem conhecer a história ou fazer uma triagem bem feita, proporcionando a existência destes “chicos-espertos”;

Em suma, e porque já me estou a esticar e tenho de voltar à escrita do meu artigo, sinto-me orgulhoso de pertencer a uma Igreja que dá este tipo de respostas que mais ninguém, nem o Estado, com todas as suas leis tão bonitas no geral dos gabinetes mas tão ineficazes nos casos particulares do terreno, consegue dar.
Se são estes os maus costumes que a Bíblia, livro pelo qual todos os católicos se orientam, nos passou a todos, olhe, Sr. Saramago (sim, ele lê frequentemente o meu blogue, não resiste…), secalhar valia a pena mais gente olhar para ela e deixar-se levar por ela… seríamos todos com certeza mais felizes, mais solidários e menos egoístas.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Pobreza...

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Todos passamos por fases menos boas na vida. Eu estou agora a sair de uma. Não passei por dificuldades extremas, nem nada que se pareça. No entanto, na primeira vez em que, na minha vida, me tentei safar sozinho, descobri que sou pobre e pertenço ao grande número de pessoas que não têm possibilidade de se auto-sustentarem com um emprego e precisam de várias actividades que acabam por lhes consumir o tempo que teriam para viver. Eu sou diferente dos outros porque tenho a felicidade de poder contar com os meus pais e de a pobreza se ter manifestado antes de eu contrair qualquer empréstimo ou dívida que me obrigasse a uma despesa maior que os meus proveitos. Por esta razão, cancelei a procura de casa, com muita pena minha.
Acima de tudo, ataca-me uma revolta interior: tenho Quase 30 anos, andei 17 anos a estudar, sou licenciado, e nem sequer ganho o suficiente para me conseguir sustentar, tendo de depender dos meus pais para isso. Se me quiser sustentar, tenho de fazer como muitos são obrigados: arranjar um segundo emprego que me obriga a uma maior carga horária de trabalho e a menos tempo livre para fazer aquilo que o trabalho e o salário deveriam permitir: VIVER!
Há quem me diga "é a vida, não podes fazer nada"... sem dúvida que é a vida, e sem dúvida que mais cedo ou mais tarde eu terei de fazer o mesmo que muitos, mas isso não me impede de me revoltar nem de me insurgir contra este modo de vida que nos obriga a sobreviver em vez de viver. É para isto que cá andamos? Para nos esfalfarmos a trabalhar para termos um cantinho para morar, sem grandes luxos, contando cada tostão no final de cada mês? Não merecemos nós uma outra vida, uma outra forma de estar, com mais qualidade? Não merecemos nós ordenados que sejam de acordo com o custo real de vida e com o mérito do nosso trabalho? Como é que podemos ficar satisfeitos quando temos um ordenado mínimo de 500 euros (no próximo ano apenas, caso os patrões não consigam impedir, senão ficamos abaixo) e um empréstimo bancário que nos leva 300, 400 euros por mês? Com o que sobra, como é que vivemos? Lá está, sobrevivemos apenas. Dir-me-ão que é assim que a vida é, e que não há nada que possamos fazer quanto a isso. Acredito que para certas pessoas, infelizmente, isso possa ser verdade. No entanto, recuso-me a acreditar que essa é a vida que me espera e que devo aceitá-la como inevitável. Recuso-me a acreditar que sobreviver seja o único modo de vida possível nesta sociedade. Com melhores salários, eu comprava mais coisas. Logo, os negociantes faziam mais dinheiro. Logo, cobriam o aumento das despesas que tinham tido com o aumento dos salários dos seus empregados. Pode parecer utopia, mas resignar-me a uma vida de continhas e desespero, ou de convivência com os pais até aos 50 anos, caso não arranje quem tenha paciência para me aturar e partilhar uma vida e as contas comigo, não me parece nada pelo qual valha a pena ansiar...
Senhores patrões e empregadores, hoje em dia ninguém quer guardar o dinheiro no banco, que não serve para nada. Todos o queremos gastar, e só não o fazemos porque não o temos. Melhores ordenados geram mais receitas que geram mais lucros (sem entrar em loucuras, claro), deixando toda a gente satisfeita num ciclo vicioso com um final feliz. Vá lá, pensem nisso um bocadinho, pode ser?

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

As tentações das casas novas...

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Comprar uma casa é, como já disse, algo de muito importante, no sentido em que nos marca e agarra por uma série de anos. Logo, não pode ser um exercício leviano de tentativa-erro, como o são a compra de camisas, ténis ou gel para a barba. Comprar uma casa é um processo moroso, cheio de letrinhas pequeninas que é preciso ler com atenção e tentações gigantes às quais é preciso responder com força de vontade e determinação.
Neste fim-de-semana, fui visitar in loco as minhas primeiras casas. Comecei sexta-feira por um T1 novo, mas muito pequeno, que em nada me convenceu (já sabia que comprar casa nova seria uma utopia, e esta visita confirmou-me a previsão), uma vez que não pretendo uma casa para ficar um tempito. Quero algo onde me sinta bem, quero um espaço que me identifique, que esteja mobilado à minha maneira, um porto de abrigo onde tenho que querer chegar todos os finais de dia. Mais ainda porque irei viver sozinho, a minha casa tem de ser um regalo para a minha vista.
No domingo fui então visitar outras duas casas. A primeira, um T2 em Vale Fetal, levou pouco mais que duas vistas de olhos, já que tinha uma sala pequeníssima, sem espaço para fazer dela o que pretendo, e o resto da casa, apesar de "normal", não entusiasmava.
Depois dessa, passámos ao prédio ao lado e a um T3 que tinha criado muita expectativa no grupo de visitantes por causa das fotos que já tinhamos visto. Grupo porque levei quase um exército atrás de mim: a minha mãe, a minha irmã, a Patrícia e ainda a D. Alice, que não resistiu à curiosidade e juntou-se ao grupo para visitar. Mas voltemos à casa. É uma opção fantástica: um T3, completamente remodelado, com uma sala com 25 m2, muito bem iluminada, e três quartos que, apesar de pequenos, servem perfeitamente os meus intuitos. Um pormenor muito engraçado: para acadermos à despensa, temos de arrastar um armário, tipo passagem secreta. Muito engraçado mesmo. Como contras a casa não tem arrecadação, não tem electromésticos na cozinha, não etm banheira nem nenhuma maraquice de aquecimento central ou ar condicionado, e é mais do que 100 mil euros...
Aqui é que começa o problema: para os valores que procuro, não encontro a casa com as características que preciso. A tentação é, portanto, subir um pouco mais o valor, mas isso implica acartar com uma mensalidade maior do que estava à espera, e isso não pode ser, pois apesar de ser algo de muito importante, uma casa não me pode fazer refém do meu próprio dinheiro, obrigando-me a uma vida de abdicar de tudo o que gosto de fazer. Não quero isso, e portanto tenho de conseguir lutar contra a tentação. Ser inflexível nas negociações, ter paciêcia e saber esperar o momento em que irá surgir a casa perfeita, o espaço ideal para as limitações que tenho, que me permitirá construir o meu porto de abrigo, onde poderei dizer como o anúncio: "Aqui vou ser feliz!"

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Glossário de Habitação

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O processo de comprar casa é lento e moroso. E é isso mesmo que tem de ser, se queremos que seja bem feito, pois depressa e bem não há quem. Assim, para o começar a compreender, convém compreender o que significam todas aquelas siglas e nomes estranhos, desde cadernetas prediais a spreads, TANB, IMI, etc....

Encontrei três sites (um estatal, agradável surpresa) com explicações bastante boas sobre isto, e em vez de copiar para aqui, ficam os links e o agradecimento a quem se deu ao trabalho de o fazer para informar todos nós, meros mortais ignorantes nestas coisas de empréstimos à habitação:

http://boasdecisoes.blogspot.com/2008/01/glossrio-sobre-habitao.html

e

http://sexoforte.net/mulher/index.php?option=com_content&view=article&id=129:perceber-a-linguagem-bancaria&catid=53:em-casa&Itemid=120

e ainda

http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/cidadao/areas+interesse/habitacao/vender/SER_glossario+sobre+habitacao.htm

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Casa nova...

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Ao fim de 29 anos, está finalmente decidido: vou comprar casa… já tinha pensado no assunto aos 10 anos, mas tínhamos acabado de nos mudar para a Charneca, e não queria mudar outra vez. Depois, aos 20 anos, quando estava mesmo, mesmo para começar tudo, resolvi não o fazer porque... a faculdade ocupava-me muito tempo e depois não tinha tempo para mobilar a casa. Agora, que estou a chegar aos 30 (apesar de ainda faltar imenso para isso, estou a trabalhar por antecipação), acho que chegou a altura de dar este pequeno passo para a humanidade, mas enormíssimo para mim.

Comprar casa, devo dizê-lo logo à partida, assusta-me muito. Todas as simulações que já fiz apontam para empréstimos de 45 ou 50 anos, o que significa que acabo de pagar a casa aos 75 ou 80 anos. Isto significa que a casa é uma obrigação mais duradoura que ter filhos, pois se eu tivesse um filho agora (muito longe disso, mas não vamos entrar por aí…) quando chegasse aos 60, 65 anos ele estaria a sair de casa e eu “livrava-me” dele. Daí que saber que vou ficar preso a um empréstimo até aos 80 anos de idade me assusta um bocado, principalmente porque vai acabar por condicionar a minha vida a longo prazo, algo que não queria. Sim, claro que em teoria é possível fazer o que queremos da nossa vida mesmo com casa, é só vender e seguir em frente, mas na prática todos sabemos que não é bem assim, e que tudo se torna mais complicado quando temos casa.

Durante os próximos tempos, irei partilhar convosco as aventuras e desventuras de comprar casa, e todas as vantagens e desvantagens, mas para já deixo apenas a sensação de gozo por estar finalmente a tratar do meu futuro. É um passo que sinto que preciso de dar, não por não gostar de estar em casa dos meus pais (descansa, mãe, gosto muito de estar convosco), mas porque sinto que preciso do meu espaço, sinto que isso me vai obrigar a crescer e a ser uma pessoa diferente, e essa ideia também me agrada…

Ah, é verdade: se alguém souber de algo, avise. Charneca de Caparica, até aos 100 mil euros, T2. O resto das especificações virão em posts posteriores...

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Ele há coisas...

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Tenho andado com preguiça, eu sei... muitos têm sido os assuntos que me têm passado e ainda nem sequer pus as fotos do Salto da Corda (isto devido a um problema no meu portátil, felizmente resolvido com uma formatação). No entanto, o assunto que me traz aqui hoje não deixa de ser actual, apesar de já ter acontecido há uns tempos.

Para vir trabalhar para Lisboa, apanho o comboio da Fertagus que passa pela ponte. É um meio seguro e rápido, isso é certo. Confortável, só fora da hora de ponta, pois de manhã ou venho em pé ou sentado nas escadas, tipo sardinha em lata, tudo porque só há comboios de 10 em 10 minutos e esses não conseguem claramente proporcionar uma viagem com qualidade. Barato, nem pensar. Eu pago o mesmo pelo meu passe Pragal/Lisboa (15 kms de linha) que a minha mãe paga pelo passe dela Cais do Sodré/Cascais (mais de 40 kms de linha). Já ouvi candidatos à Câmara de Almada falar na necessidade de incluir este passe na rede do passe social. Acho bem, ou pelo menos obrigar a Fertagus a baixar preços, que são proibitivos (O passe para Setúbal, que é a mesma distância em kms que o da minha mãe, custa bem para cima de 100 euros, quase 4 vezes mais...).

O problema dos custos na Fertagus não se fica por aqui. Não contente em cobrar preços altíssimos pelos bilhetes, a empresa ainda cobra pelo estacionamento à frente da estação. No parque ao ar livre cerca de 20 euros por mês, no silo (subterrâneo) é mais ainda. Não contentes por estarem a chular a malta com esses valores (que custos de manutenção tem um parque ao ar livre, com espaço para umas 600 viaturas, que está sempre cheio de carros e rende, por baixo estou certo, 12 mil euros por mês?), a Fertagus vedou o acesso à única zona onde era possível estacionar em condições quase de 4x4 mas de borla, obrigando as pessoas a duplicar quase o valor do seu passe.

Nós, os resistentes, no entanto, continuamos a procurar locais de borla para deixar o carro, mas a coisa complica-se cada vez mais, agora por culpa dos nossos dedicados agentes da PSP. Em vez de andarem a procurar criminosos de verdade, ou de andarem a multar carros cujo estacionamento esteja de facto a importunar a população ou o escoamento do trânsito, resolveram vir multar os carros que ficam em cima do passeio perto da estação. Poderá, quem não conhece o sitio, argumentar que o passeio é dos peões. É certo, mas no caso em questão, não há peões a cruzar aquela estrada, literalmente. Os únicos seriam os donos dos carros que estacionavam no passeio, e duvido que esses reclamassem. Logo, aquelas multas, além de enriquecimento rápido da PSP, não trazem mais nenhuma vantagem. Pelo contrário, obrigam-nos a nós, os resistentes que nos recusamos a ser chulados pela Fertagus, a deixar o carro num descampado ainda mais longe da estação, o que agora com a chuva não vai dar bom resultado.

Já não bastava a Fertagus a chular, agora é a PSP a querer ganhar com os estacionamentos.... ele há coisas...

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Reflexão sobre as eleições

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Estamos a chegar ao fim de uma campanha eleitoral e pedem-me a mim, como a todos os que lêem este espaço, que votemos em quem queremos a liderar o nosso país nos próximos 4 anos. Não acredito em abstenções nem em votos nulos, mas atravesso um período de grande desânimo com a política, pelo que o desafio será escolher o mal menor entre os principais candidatos ou dar o meu voto a um projecto novo, que não sabemos muito bem para onde caminha.
Para já, o período de campanha fica marcado por tudo menos pelo essencial: a discussão sadia de propostas e a apresentação clara dos objectivos de cada um dos partidos para a governação do país. Aparentemente, é mais importante denegrir a imagem do adversário do que apresentar as nossas propostas. Asfixia democrática, salazarismo, conservadorismo, arrogância, popularismo, voto útil, verdade, tudo são termos que eu guardo na memória destas semanas de campanha. Quanto a lembrar-me de propostas que me permitam decidir sobre quem quero a governar os destinos do meu país, não tenho memória de ter ouvido quase nada durante a campanha. Ouvi falar sobre escutas, assessores de imprensa e presidente da República, e até a visita do Papa já quiseram meter no mesmo saco (se de facto a Presidência da República, acho de um péssimo gosto…), em vez de quererem discutir argumentos sobre aquilo que propõem para o país.

Sobram os debates pré-campanha e algumas intervenções nessa altura, quando ainda se achava importante discutir algumas medidas. Mesmo assim, dessa altura há poucos resquícios: o fim dos descontos na saúde e na educação em troca de educação e saúde universal e gratuita, o apoio às pequenas e médias empresas, o investimento público nas grandes obras, o apoio aos trabalhadores e o maior rigor na atribuição dos rendimentos mínimos de inserção são algumas das bandeiras de que me lembro assim de repente. Poucas acções, repetidas até à exaustão.
Depois, a comunicação social: mais interessada em alimentar polémicas que lhe dêem audiências do que em “esmiuçar” as propostas dos partidos, acabou por não conseguir informar como deve ser os seus leitores/ouvintes/telespectadores: podia ter feito uma análise clara e objectiva das propostas de todos, comparando-as e procurando ajudar a perceber quem está mais bem preparado para liderar o país. Mas não, foi preferível alimentar novelas, como as escutas ou o caso Manuela Moura Guedes.
Para quem andava indeciso e não sabia em quem votar, salvaram-se os partidos pequenos. Pouco dados a polémicas, constituídos por pessoas que não fazem parte deste mundo e não estão, como tal, tão viciados, os partidos pequenos preocuparam-se em mostrar ao país as suas propostas, tentando que votassem neles não porque gritam mais que os outros ou criticam melhor, mas porque têm propostas válidas. Há pouco tempo ouvi a entrevista feita a Rui Marques, candidato do MEP. Perguntaram-lhe se as propostas do MEP não estão muito ligadas à Igreja Católica e deram-lhe exemplos. Ele disse que sim, mas também disse que outras propostas estavam próximas do PS, outras do PSD, outras do BE, e por aí em diante. Ou seja, mais preocupado em conceber um programa que ajude o país do que em conceber um programa que se cole a uma ideologia, ficámos ali com um conjunto bem interessante de propostas para o país. Porque é que não podiam todos fazer o mesmo?

Finalizando, acho que a política em Portugal precisa claramente de uma renovação. Caras novas, sem tantos vícios, que possam marcar a diferença. Pedem-se líderes políticos que não sejam recriminados porque estão a defender uma posição agora e tinham defendido uma completamente diferente há 4 anos atrás. Pessoas coerentes, que procurem o melhor para o país, que estejam dispostos a servir o país em vez de se servirem do país. Domingo devemos marcar a nossa posição, seja ela qual for. Também para que os políticos sintam que estamos todos de olho neles, vamos às mesas de voto e vamos votar em massa.

PS: para os indecisos, sugiro www.bussolaeleitoral.pt . O site está muito interessante e permite perceber a nossa inclinação em termos de medidas propostas, não propriamente em termos de preferências por este ou aquele partido. Os resultados podem ser surpreendentes…

PS2: e os cartazes das campanhas? Era mesmo preciso recorrer a tanto cartaz??? Além de descaracterizarem a paisagem e de tornarem os locais mais feios, os custos implicados nisto poderiam ter um uso bastante mais digno e premente...

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Ciclismo e as consequências dos nossos actos

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Um vídeo fantástico, serve como lição moral: não magoes os outros, porque a coisa pode não correr bem... :)

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Pura arte no US Open, por Roger Federer

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Não sou fanático do ténis, nem sequer pratico frequentemente (no máximo, jogo squash e ping-pong, nada mais). No entanto, aprecio desporto na generalidade e ninguém pode ficar indiferente a esta jogada fantástica de Roger Federer nas meias-finais do US Open. Depois disto, com que moral é que o adversário fica para ganhar? É que mais vale ir logo para casa... :)

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Os pés pelas mãos

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A sério que tenho procurado manter-me atento ao corropio de entrevistas e aos programas políticos que estão a ser apresentados para as eleições legislativas. Tenho tentado, mas estou quase a desistir outra vez. Estava a seguir com algum interesse Manuela Ferreira Leite (MFL), porque é líder do maior partido da oposição, e tem tido uma postura serena e que me estava a agradar. Digo estava, porque desde há 20 minutos atrás, quando li a notícia no Público sobre a sua visita à Madeira, tudo mudou.

MFL foi à Madeira visitar o território, como tem feito a muitos outro sítios neste périplo de pré-campanha (acho piada ao termo, porque é campanha na mesma, apenas está fora dos prazos eleitorais, não é nenhuma preparação... enfim, preciosismos) e disse que a Madeira era uma "bastião inamovível do PSD" e por isso justificava a referência. Até aqui, tudo bem. Mal ou bem, por meios mais ou menos normais, Alberto João Jardim tem-se mantido no poder, formando assim o tal "bastião". Agora a MFL entorna o caldo quando vem dizer que é "um bom exemplo de governo PSD", rejeitando as acusações de asfixia democrática que se vivem na ilha, com o argumento de que ali quem elegeu foi o povo, de forma livre. Então e no continente, quem votou PS foi obrigado? Será que estávamos prestes a descobrir que Portugal era uma país da África subsahariana, onde as eleições eram viciadas?

Não, MFL diz que o que aconteceu no continente é que há chantagens e pressões sobre os meios de comunicação social e sobre as pessoas. Pois, e na Madeira não há né, minha senhora? E o termo incoerência de discurso, conhece? :S

Decididamente, acho que a senhora meteu os pés pelas mãos à grande, só para angariar votos na Madeira. Ela já tinha começado a descer na minha consideração quando, no debate com o Louçã, achou que ter uma Galp privatizada a monopolizar os preços dos combustíveis e uma EDP os da luz era um pequeno pormenor. Agora, acho que entrou em queda livre...

Que se critique o que se faz cá, e as pressões que existem, acho bem, porque acredito que elas existam. Agora vir defender um outro local que faz o mesmo ou pior e há muitos mais anos, afirmando que ali é tudo legitimado pelo poder do voto das pessoas, enquanto cá no continente não é, é uma incoerência incrível de alguém que se pretende ser sério e falar Verdade. Assim, não vamos longe...

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Ora vejam lá se...

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O mundo da blogosfera e do twitter andaram hoje loucos com a história da demissão da direcção de informação da TVI. Os meios de comunicação social procuraram por todos os lados saber o que se tinha passado. Uns dizem que foi o PS, outros acusam o PSD...

Eu tenho outra explicação, que gostaria de lançar para a mesa, por não ter visto ainda ninguém fazê-lo: e se, imaginem lá, a razão for... os senhores terem olhos na cara e terem percebido que de facto aquilo não era jornalismo, pouca informação tinha e nada acrecentava a não ser uma senhora que se auto-proclama jornalista mas tem atitudes que são tudo menos jornalísticas no "seu" jornal. Eu sei que pode parecer inconcebível achar que responsáveis de uma empresa têm olhos na cara e tomates no sítio, mas façam lá esse esforço. Será que é possível, e que o Jornal Naiconal de 6ª feira foi cancelado porque, de facto, não tinha qualidade?

Ah, pois, porque amanhã ia sair uma nova reportagem sobre o Freeport, com novos dados, que ninguém conhecia, preparados pela equipa de informação fantástica do Jornal Nacional. Então mas estes jornalistas não trabalham para a TVI? Ainda hoje não houve telejornal? Não têm a TVI 24? Porque é que essa reportagem fantástica não sai na mesma? O que os impede?

Ai senhores, que país este que temos que perde tanto tempo com esta história. Ban Ki-moon faz um discurso importantíssimo nas Nações Unidas por causa das alterações climáticas no mundo, e nós a dar destaque à Manuela Moura Guedes. Enfim, é o jornalismo que temos...
 

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